Quebraram a máscara de Tutankhamon!

A barba da máscara mortuária de Tutankhamon quebrou-se acidentalmente e foi restaurada com epóx que deixou marcas visíveis naquele que é o mais icónico tesouro do Museu Egípcio do Cairo.

É verdade que a dita barbicha – a barba postiça era um ornamento tradicional da realeza faraónica – ainda não voltou a cair, mas o problema é que o remendo é bastante visível. Entre o queixo do faraó e a barba nota-se agora uma substância amarelada e translúcida, e a máscara apresenta ainda alguns arranhões, devido a  tentativa de limpar o excesso de cola, que provavelmente é durepox.



Um conservador do museu que não quis identificar-se, alegando que tinha medo de ser despedido, contou à imprensa a sua versão dos acontecimentos, que não coincide com a do diretor do Museu do Cairo, Mahmoud el-Halwagy, e o chefe do departamento de conservação, Elham Abdelrahman, assumiriam após o escândalo ter vindo a tona.

“O que aconteceu foi que uma noite, quando tentavam arranjar a luz da vitrina, pegaram mal na máscara e a barba quebrou”, garante o funcionário anónimo. Ainda de acordo com o seu testemunho, “tentaram arrumar a máscara durante a noite com o material errado, mas não ficou bem colada e voltaram a colá-la na manhã seguinte, muito cedo”. O desastre teria ocorrido no final do ano passado e, segundo este conservador, que não afirma a data nem nomeia os responsáveis, “o problema foi terem querido restaurar a  máscara “em meia hora, quando precisavam de dias”.

E o pior ainda foi ter usado uma resina chamada epóx, uma supercola usada para fixar  pedra e metal, e que, uma vez seca, não sai mais. Nada apropriada, para uma delicada operação de restauro de um tesouro arqueológico de valor incalculável.


O túmulo de Tutankhamon foi descoberto em 1922, no Vale dos Reis, pelo arqueólogo britânico Howard Carter. A câmara funerária, que só foi aberta em Fevereiro de 1923, revelou um sarcófago, no interior do qual Carter descobriu três caixões. Num deles, de ouro, estava a múmia de Tutankhamon, com a máscara mortuária sobre o rosto.

A máscara, que mede 54 cm de altura e pesa mais de 10 quilos. Tutankhamon, que teria vivido entre 1341 e 1323 antes da era cristã (pensa-se que subiu ao trono com nove anos e morreu precocemente aos 18), na sua dimensão divina de Osíris. É feita de folha de ouro e decorada com incrustações de vidro colorido, sendo os olhos formados por quartzos e obsidianas, com o rebordo traçado em lápis-lazúli.

É a grande estrela do Museu Egípcio do Cairo, de modo que este escândalo, aparentemente revelado a partir da própria instituição, criou uma grande polémica, tanto mais que vem na sequência de outros alegados episódios de negligência na conservação do riquíssimo espólio do museu.


Eu só acho o sequinte...Não mexe se não sabe! Tem especialistas treinados para restaurar. E seria mais digno assumir o erro e ter uma restauração bem feita.


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